A
no
Cada expositora teve 10 minutos para explanar seus
argumentos sobre o tema.
Não estava previsto debate entre as expositoras, nem
entre estas e o público.
Coube à coordenadora articular o pensamento das
expositoras, com relação ao objetivo do evento,
e formular as questões que julgou pertinentes para
esclarecimentos sobre cada tema.
A platéia pode expressar sua experiência sobre o(s)
tema(s) abordados pelas expositoras.
A
diretora da
A
A
coordenadora da
Isa
Freire:
Essa
Essas
Esta
Maria
Paula:
As primeiras
Neste
No
A
Vamos
A
Isa
Freire: Agradecemos a Maria Paula,
Sônia
Reis:
Sinto-me honrada em participar desta mesa-redonda, que
aborda um tema extremamente importante para a Biodança. A Biodança já vem há
muito tempo clamando por uma reflexão sobre como podemos desenvolver uma atitute ética no nosso trabalho. Depois da fala de Maria
Paula, sobre a ética na sociedade, tenho a responsabilidade de particularizar
esse conceito, aplicando-o ao profissional de Biodança. Eu sou uma profissional de Biodança, trabalho com Biodança, e
desde que abracei essa profissão sempre procurei adotar uma atitude ética, na
minha família, com meus filhos, meu companheiro, com meus amigos e,
especialmente, com meus clientes.
No
– o
– o profissional de Biodança
não deve desenvolver a aula em seu interesse, em prol de suas próprias
necessidades. Em outras palavras, não deve usar o seu grupo de Biodança para se trabalhar, como terapia, como ajuda no seu
processo de crescimento. O profissional de Biodança
deve ter consciência pessoal e profissional para se separar do grupo; sendo um
profissional a serviço do grupo, o facilitador deve atender à necessidade do
grupo, indagando-se sempre "o que é que a minha clientela precisa ?", oferecendo o que o grupo demanda. Uma coisa é o
meu processo pessoal de desenvolvimento, para o qual devo buscar um grupo de
Biodança, facilitado por um colega; outra coisa é o
grupo que o facilitador dirige, como profissional.
– outra coisa importantíssima para o profissional de
Biodança, diz respeito ao envolvimento pessoal com
cliente, pois não podemos fazer distinção, devemos tratar a todos com igualdade
e isenção. Olhar para o grupo e perceber que todos são importantes, sentir no
fundo da alma que todos têm direito ao mesmo tratamento. Nesse item, devemos ter
um extremo cuidado em não dar preferência. Pois mesmo que isso não seja dito,
explicitamente, com certeza informaremos ao grupo nossa atitude através de
formas não-verbais de comunicação.
– o profissional de Biodança
deve estar atento para seguir o princípio metodológico da progressividade, não
incluindo nos seus grupos pessoas que não estejam no momento adequado para
aquele determinado grupo. Respeitar os três níveis com os quais trabalhamos,
considerando-se os grupos regulares: iniciação, vivência ou intermediário, aprofundamento. Ter o cuidado de inserir o
cliente no grupo que ele irá adequar-se melhor, respeitando o desenvolvimento
pessoal do cliente.
– outra questão, relacionada ao primeiro item, que fala
dos perigos da manipulação, é sobre os objetivos escusos. Temos que ter cuidado
em dar transparência à nossa proposta de trabalho, em não ter "pauta oculta"
para o grupo.
– o profissional deve cuidar de respeitar as diferenças
culturais, entre nações, pois a Biodança está no mundo
inteiro, e entre regiões numa mesma nação. As diferenças existem e devem ser
consideradas, na consigna, na escolha das músicas, na proposta de trabalho com o
grupo. Pesquisar a semântica musical da região, do povo, a música e a poesia que
lhes tocam a alma. O profissional de Biodança deve
conhecer os costumes e os hábitos da população residente na região onde ele
atua.
– outro item, que se relaciona ao tema que será abordado
pela Angelina, tem relação com nossos colegas, com outros profissionais de Biodança frente ao grupo. Devemos cuidar para não comentar e
não dar parecer sobre algum colega facilitador, diante do nosso grupo de
trabalho, especialmente no que diz respeito à desqualificação. Então, devemos
ter muito cuidado com a nossa clientela, em relação aos nossos colegas,
respeitá-los profundamente frente ao nosso cliente. Em nenhum momento, devemos
nos envolver com ou fomentar a fofoca, alimentá-la. Na realidade, não devemos
tecer comentários sobre nossos colegas profissionais de Biodança nem no nosso grupo de trabalho nem em outros grupos
sociais.
– por outro lado, não devemos nos aliar a quaisquer
pessoas ou instituições cujos princípios vse coloquem
em conflito e em confronto com os princípios definidos na Biodança.
– o profissional de Biodança
não deve registrar, em qualquer meio, a sessão de Biodança sem o consentimento do grupo.
– uma questão polêmica, é aquela representada pelo
envolvimento afetivo-sexual entre o profissional de Biodança e um cliente. É uma questão relevante para nós, que
trabalhamos com uma metodologia vivencial, que também
participamos de grupos regulares e que, muitas vezes, encontramos o companheiro,
ou companheira, de vida na Biodança. No nosso
trabalho, entretanto, devemos desenvolver nossa sensibilidade para tratar essa
situação, se vier a acontecer. Nesse caso, é preciso fazer uma reflexão, uma
leitura crítica da situação, e adotar estratégias que não comprometam o
desenvolvimento do grupo. No caso de envolvimento, pode-se analisar se não seria
melhor o cliente mudar de grupo, preservando a relação e o processo de
crescimento pessoal. O envolvimento com o cliente é contingência, pode
acontecer, não é proibido, mas se acontecer o facilitador, ou a facilitadora,
deve fazer uma reflexão profunda sobre a situação a situação. Para escolher o
melhor para si, para o outro e para o grupo.
– por fim, a questão do sigilo sobre as sessões, um
compromisso do facilitador e de todos os participanntes do grupo. Essa questão deve ser colocada no
início da constituição do grupo, deve fazer parte do "contrato terapêutico", do
regulamento combinado entre o grupo e o profissional de Biodança. Outros elementos desse contrato são a assiduidade,
a pontualidade, o compromisso com o grupo e com o profissional. Se necessário, o
profissional deve retomar esse regulamento, durante o desenvolvimento do grupo,
para que esses itens fiquem internalizados no cliente.
Tenho aqui relacionados, outros itens que levantamos
sobre a questão da ética na relação facilitador/cliente, mas o tempo esgotou. Agradeço a
oportunidade de externar meus pontos de vista sobre o assunto, e também a visão
de alguns companheiros facilitadores de Brasília, especialmente Osônio Ramos de Souza, Angela Lins
e Mônica Filizola.
[Intervenção do público] Talvez o profissional de Biodança ainda esteja pensando em termos do "eu", e não em
termos do "nós". Parece-me que isso representa uma certa incoerência em relação
à proposta da Biodança.
Isa
Freire:
Eu diria que a
intervenção do Carlos Joaquim, aluno da Escola de Biodança do Rio de Janeiro, é bastante provocativa, mas é
muito bem vinda. A Sônia falou sobre isso, sobre o respeito ao outro, que se
traduz no "nós". Muito além do nível de relação profissional, o outro é um ser
humano, como eu sou. Merece, pois, todo o meu respeito, toda a minha
consideração, especialmente todo o meu afeto. A intervenção do Carlos Joaquim
nos trouxe uma "ponte" para o tema que Maria Angelina Pereira vai desenvolver
nesta mesa-redonda: "a ética na formação do profissional de Biodança". Maria Angelina é assistente social, com
especialização em Administração Hospitalar e Gerontologia Social. Tem cursos na área de Vigilância e
Saúde e
Epidemiologia. Atua como assistente social na Unidade Básica de
Saúde Paulo VI, onde desenvolve trabalho de Biodança
com grupos da terceira idade, treinamento e sensibilização no Programa de AIDS e
de mulheres vitimizadas. Concluiu sua formação docente
em Biodança em 1987, com o criador do Sistema Rolando
Toro, na Escola Paulista de Biodança. É coordenadora
da Escola Paulista de Biodança desde 1990. É membro do
Conselho Científico de Biodança, ministra cursos de
Biodança, em grupos regulares e na formação de
facilitadores em várias escolas de Biodança no Brasil
e no exterior.
Maria Angelina certamente também irá nos trazer uma
contribuição inestimável a esta mesa-redonda, especialmente pelo trabalho que
vem desenvolvendo, em associação com a Facilitadora Didata Marlize Appy, diretora da Escola Paulista de Biodança.
Maria
Angelina: Pensei em várias abordagens, ao nível da fala, mas à
medida em que fui ouvindo nossas colegas, e também com a intervenção do Carlos,
fui me fazendo indagações e mudando o encaminhamento da fala. Passei um tempo
pensando na questão da ética e da moral, das mudanças sociais, como a fala da
Sônia nos trouxe sobre a questão da diversidade cultural; cada lugar tem seus
próprios valores morais, alguns desses valores são legalmente sancionados,
outros valores que a nível da nossa consciência nos
traz a culpa, às vezes uma ação mal encaminhada. Eu sinto que a Biodança nos permite discutir essas questões a partir da
vivência, a partir do coração, a partir da emoção.
Então, tem a ética que se pode ver a partir do
neoliberalismo, do positivismo, do marxismo, que nos irá trazer algumas
dimensões de valores. Na visão do marxismo, de um lado temos os proletários e do
outro os senhores, donos do poder e do dinheiro. E quando o Carlos nos trouxe
sua intervenção sobre a formação de facilitadores de Biodança, podemos pensar: estamos formando para que ? Eu sinto
que dentro da Biodança, dizemos que deveríamos estar
buscando responder existencialmente a três enigmas, e um deles tem a ver com o
fazer profissional: o que eu quero fazer ? estou fazendo
exatamente aquilo a que fui chamado ? está é a minha
vocação ? é esse o caminho que eu escolhi, que eu quero
abraçar, como disse a Sônia ?
Porque eu tenho que estar feliz ao fazer algo, do ponto de vista social,
porque se eu conecto com o meu fazer eu vou encontrar esse espaço na ação
social, e o meu fazer vai ser algo que coopera, que facilita, que contribui. Se
eu estou dentro da minha vocação, no sentido de ter encontrado meu caminho, vou
saber que tenho uma contribuição nesse social. Vou saber que na roda da vida, eu
sou importante.
Eu fico pensando que, quando a gente faz a roda, na
Biodança, está permitindo que apareçam as diferenças,
as várias cores, os vários jeitos, mas estamos unidos porque acreditamos em algo
que pode transformar. E essa roda pode se transformar em um útero de
transformação. Se qualquer um de nós resolve soltar a mão da roda, teremos um
círculo mas que não será um útero pois o circuito foi
interrompido. Então, na formação da Biodança, posso
estar dirigindo o trabalho no sentido de uma competição, que não inclua mas exclua. Esse direcionamento toma a forma como eu vou
agir, na relação com aquele que veio para aprender. Pode ser uma forma em que o
mestre detém o saber e o aluno apenas recebe, em que o mestre pode manipular o
outro a partir do seu saber. Mas pode ser uma forma que inclua o outro, onde o mestre vai junto com o aluno, o mestre é um
facilitador das descobertas do aluno. Esta perspectiva inclusiva vai me dar
a metodologia do meu aprender.
Se eu como facilitador, ou didata, me entendo também como alguém que aprende, ao buscar
conhecer eu vou buscar formas diferenciadas de passar esse conhecimento para um
outro, ou descobrir um tema. Tudo isso tem relação com minha visão sobre o
outro, como eu entendo e valorizo o outro. Se eu me coloco numa posição de que
"porque sei mais eu sou mais", o outro saberá menos
portanto será menor do que eu, ele vai ter que ser adestrado pelo meu
saber. Eu posso trocar o "ter" do dinheiro" pelo
"saber", que também pode estar definindo uma relação, e então eu posso estar
alimentando o ego ou resgatando a identidade.
E a formação em Biodança tem
que definir alguns caminhos. Na Biodança falamos em
trabalhar a identidade, porque somos uma totalidade, uma totalidade que deve
estar resgatando o ímpeto vital. Na formação, como docente tenho que resgatar
esse ímpeto vital de quem está lá, no grupo, trabalhar com eles para resgatar o
seu valor, sua auto-estima enquanto ser humano que buscou um fazer profissional
que é a Biodança. Resgatar sua sensualidade, seu tesão
pela vida, porque se estamos dentro de uma proposta profissional que tem o princípio biocêntrico, o centro é a vida, eu tenho que ser um
amante da vida. Facilitador de Biodança tem que ter
essa vitalidade, esse ímpeto, deve irradiar vida. E a
formação do facilitador deve estar resgatando essa vivência, conduzindo à
reflexão, parar para pensar: "o que eu estou fazendo com a minha vida ?" O estilo
de vida que estou escolhendo está me levando a ser coerente com aquilo que eu
quero para o outro ? Será que vou no mandamento "amar ao próximo" e esqueço que é "como a
mim mesmo" ? Essa formação me leva a estar rediscutindo isso, esse amor também a
mim mesmo ?
São questões que me coloco, hoje, como didata, se eu dou conta de estar fazendo isso na minha vida.
É uma questão do cotidiano, do dia-a-dia. Quando eu penso na formação do
facilitador de Biodança, penso que temos em nosso
organismo algum fator de cooperação. Será que, no organismo Biodança, estamos conseguindo, na formação, desenvolver a
cooperação, ou a competição ? Que valor é esse que estou buscando
nessa formação ?
Se o meu organismo, a vida em si, me traz um mecanismo, que as células
utilizam contra invasores externos quando se agregam, será que estamos
conseguindo essa cooperação, ou estamos indo ao encontro daquilo que destrói a
vida ?
Pensando na formação, a inserção de um aluno novo na
grupo em formação pode criar uma situação de discriminação do outro, e às
vezes estou dando uma sentença de morte ao outro, para salvaguardar alguns medos
e preconceitos pessoais.
Quero trazer minha vivência, a nível
de São Paulo, numa situação em que uma pessoa soropositiva queria ingressar na Escola de Biodança, nós, facilitadores didatas, passamos alguns meses discutindo a inclusão ou não
dessa pessoa no grupo em formação, face nossa responsabilidade perante o grupo.
Hoje, a AIDS nos traz uma reflexão sobre nossos limites, como somos finitos.
Temos muito a trabalhar, na questão da onipotência, ter
consciência que nosso saber profissional e nossa determinação têm um limite. A
questão é: "que formação é essa ?" Eu consigo passar ao aluno confiança,
confiamos de verdade um no outro ?
Ou temos um medo oculto de que alguém nos "tire o tapete" ? Se eu me
sinto sempre perseguido, que relação é essa que posso construir com o outro ? Se a
âncora dentro de mim é de perseguição ? Vou ter sempre inimigos, nunca amigos.
Rediscutir o valor de quem sabe e do que eu sei. Nos encontros, na Biodança, trabalhamos a sincronização, e ao olhar no olho do
outro eu descubro o caminho. A formação tem que olhar nos olhos de quem chega e
ver, com progressividade, por onde nós vamos, acreditar que o caminho de
constrói ao caminhar, pois às vezes eu determino o fim do caminho e não valorizo
o processo do caminho. E uma pessoa que está no processo do aprendizado ou da
descoberta, às vezes aprende quando erra, quando desliza. Às vezes não
valorizamos essa situação, privilegiamos o acerto, desconsideramos essa
possibilidade do outro, esquecemos a sincronização e estabelecemos uma relação
de mando e obediência.
Devemos acreditar na transparência da ação, valorizar
uma formação sem "maquiagem", devemos nos ver fazendo parte de um time e quando
o time ganha todos ganhamos com isso. A formação deve levar a essa cooperação, a
compartilhar a noção de que cada um é importante, eu e o diferente de mim, e
incluir o diferente porque me traz a minha diferença. A minha sombra faz com que
eu possa me olhar e portanto crescer. Como trabalhar as
nossas diferenças ao buscar o conhecimento, os nossos ritmos são diferentes, mas
podemos resgatar o amor na formação, que a formação possa se fazer dentro de um
amnios amoroso. E amor não significa apenas carícias,
também significa limites, confrontar o meu valor com o valor do outro para
afirmar minha presença no mundo. Valorizar o outro na relação, é um princípio.
Estar em relação com o outro, comunicar ao outro sua posição em determinada
situação, enfrentar os argumentos do outro com seus próprios argumentos. Olhar
nos olhos do outro, e que esse olhar seja o olhar do coração, um olhar sem
discriminação. E que a nossa formação possa ser um diálogo entre didatas e alunos, sem fechar as questões.
Que o nosso caminho de formação seja esse caminho que
pode passar pela opressão interna mas em vias de se
libertar, de encontrar e re-significar o meu estilo de viver e o meu fazer
profissional. Que esse fazer seja comprometido com a vida, comprometido com o
olhar do outro, comprometido em pegar na mão. E que na roda da vida, todos
possamos estar de mãos dadas com a vida.
Isa
Freire:
Agradecemos a Maria
Angelina, e distinguimos sua idéia da vocação, do chamado, e naqueles que foram
chamados o grupo dos escolhidos, dos que se escolheram como facilitadores de
Biodança, cada um que abraçou essa profissão. E a
questão do compartilhar, pois fomos nós que escolhemos, que assumimos a
responsabilidade de compartilhar, sabemos que não estamos sozinhos, estamos
junto. Devo destacar, também, a questão da coerência com o princípio biocêntrico e a transparência, que nos permite olhar nos
olhos do outro e se encantar com a leitura da alma do outro. Que nossos olhos
possam ser transparentes.
E de tudo que foi dito, valendo-me da condição de
coordenadora eu faria um grande arco, começando pela Maria Paula, que nos trouxe
de muito longe o Humurab para nos apresentar como um
facilitador do social, para que a vida em comunidade pudesse acontecer sem
riscos. Em seguida, tivemos o papel do facilitador perante o seu cliente, e o
facilitador é um formador desse cliente, nós somos os novos educadores, os
educadores de uma "inteligência emocional". Nós temos um tesouro na nossa
profissão, temos o melhor instrumento de trabalho, e na formação dos
facilitadores devemos lembrar a liberdade com responsabilidade. Que cada um
tenha em si a responsabilidade de ser um multiplicador da vida, a
responsabilidade de plantar as sementes, de ser como o semeador da parábola de
Jesus. Onde a terra fôr fértil a semente brotará, e a
vida estará garantida.
Agradeço a todos, participantes desta mesa-redonda, e
lhes asseguro que, para nós todos, foi um privilégio ter estado aqui neste
evento. Bom dia.
|
Transcrição das
fitas de áudio e edição do texto por Isa
Freire. (As fitas, com a
gravação das falas das participantes, estão
arquivadas.) Primeira versão:
3.10.96. Encaminhada aos
participantes, para revisão. Nota em 14.12.97:
À exceção de Sônia Reis, não houve feedback das
participantes. |